Sangue, a sensação dele fervendo nas veias, o corpo todo pulsando, as juntas endurecendo, me contorcendo com uma dor que faz parte do meu ser, uma dor que vem do mais obscuro buraco da alma, que depois de despertada não dorme jamais, uma dor que sufoca e da nó na garganta, que trava a mandíbula e faz os dentes rangerem, o campo de visão diminui, entra em foco, somente naquilo que te despertou aquela patologia, e você não pensa, só sente... e a coluna trava, e você quer sair da prisão nojenta de carne em que vive... impotência! A pele grita, um instinto animal aflora, e você quer que passe, e a unica maneira de soltar o que vem de dentro é se debatendo, é gritando pra ver se vomita o interior doentio que se formou em você, e se corta a procura de alivio físico daquela dor que ninguém sabe dizer da onde vem, só o que a criou, e mesmo assim a dor não para! Você não consegue falar e os ouvidos doem, você não quer ouvir nada mas as vozes continuam, e vem a vontade de assassinar a raiz de todo o mal, mas o mal já esta feito, e você não consegue se controlar e não consegue matar a dor, e ela vive em você, e a todo instante depois de senti-la uma vez, ela persiste em voltar, e voltar e voltar e voltar, e aquele sentimento puro de paz, harmonia , tranquilidade e amor pela vida que nasceu com você se foi, e você aprende que você esta sentindo se chama ódio, e que é dele que agora você é feita, que tudo esta contaminado e aquela linda vida se foi...
Agora em toda ou qualquer situação avessa ao que você admite que façam a você, essa sensação volta, o ódio aparece cada vez mais sólido, você perde a moderação nas palavras, e não existe mais equilíbrio nas ações, o animal esta feito, surgiu do amor, da vontade de fazer o bem, de ser diferente e trazer bondade ao mundo, o qual já esta tão podre, que te contaminou e agora são um só.
O coração doe, a enfermidade é tão grave que você n vai durar muito tempo, saúde não existe mais e palavras não conseguem descrever o tamanho e a intensidade tempestuosa dentro de si. É ai que você pode tudo, TUDO.
Ódio.... aaaah, o ódio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário